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jeudi 12 août 2010

Raiva Emburrece




Também disponível em MP3.

Programa de 11/Março/2010. Neste vídeo Padre Fábio de Melo fala sobre a raiva, dizendo que ela nos emburrece, pois quando nos deixamos tomar por ela, tomamos decisões e dizemos coisas que magoam as pessoas, e que certamente não faríamos se estivéssemos sem raiva. Padre Fábio alerta que nos dias de hoje nos entregamos mais facilmente à raiva pelo fato de estarmos muito estressados, devido ao nosso ritmo de vida; e o pior é que muitas vezes colocamos as crianças em situações semelhantes, enchendo-as de atividades e deixando-as cansadas, os pais precisam ter cuidado com isto.

Este é o texto lido por Pe. Fábio no início do vídeo:

Alguns escritos orientais dizem que uma pessoa evoluída conserva sua raiva por um minuto; uma pessoa comum conserva-a por meia hora e uma pessoa ainda não evoluída conserva sua raiva por um dia e uma noite. Mas uma pessoa cheia de mágoas lembra-se de sua raiva até morrer.

É humano sentir raiva, faz parte da vida, mas devemos esquecê-la rapidamente. Não devemos alimentá-la nos lembrando dela, nem remoendo acontecimentos passados, porque a raiva causa uma grande inquietude interior.

Somos as primeiras vítimas da raiva que sentimos. Ela nos queima por dentro, tirando nossa paz; obscurece nossos pensamentos, distorce nossas percepções.

A raiva acumulada, guardada um pouco aqui e ali, nos prejudica muito e nos afasta de Deus, de nossa verdadeira essência, de nossa bondade e compaixão.

As pessoas pensam que alguém ou algo lhes provoca raiva, mas essa raiva já existe dentro delas, é criada e mantida por elas. Se você sente raiva, não pode culpar a ninguém a não ser você mesmo.

Seis tipos de pessoas são tristes: Aquelas que têm inveja dos outros, Aquelas que odeiam os outros, Aquelas que estão descontentes, Aquelas que vivem da fortuna dos outros, Aquelas que são desconfiadas, e Aquelas que têm raiva.

Verdadeiramente, é a raiva que produz as outras cinco condições que causam a tristeza. E esta raiva assume muitas formas, muitas facetas como: aflição, ressentimento, contrariedade, mau humor, aspereza, animosidade, explosões de raiva, ira, rancor, crises de choro e soluço. Muitas vezes, as lágrimas não são sinais de fraqueza, mas a força da raiva.

A raiva envenena corpo e mente. Ataques de raiva e de mau humor produzem danos sérios nas células do cérebro, envenenam o sangue, causam insônia, depressão e pânico; suprimem a secreção dos sucos gástricos e da bílis nos canais digestivos, criando gastrites e úlceras, esgotam a energia e vitalidade, causam problemas cardíacos, provocam velhice prematura e encurtam a vida. Quando você se zanga sua mente fica perturbada e isto reflete em seu corpo que sente distúrbios. Todo o sistema nervoso se agita e você se enerva, perdendo a harmonia, a eficiência de agir, o vigor e o entusiasmo. A raiva é uma energia poderosa que precisa ser dissolvida para que você possa ser mais livre e saudável.

Colocar a raiva para fora apenas agrava esta emoção negativa e a faz crescer ainda mais. Se deixarmos isto sem controle, expressando nossa raiva cada vez mais, ela não vai se reduzir e sim aumentar, gerando mais dor e inquietude para nós.


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mercredi 11 août 2010

Oportunidades e Decisões


Também disponível em MP3.
Programa de 04/Março/2010. Neste vídeo Padre Fábio de Melo diz que  nossa personalidade é formada por cada situação e escolha que fazemos ao longo de nossa vida, precisamos guardar apenas as boas experiências, sem ficar remoendo e lamentando aquilo que deu errado. Nossa saúde também é assim, nossa alimentação define o quão saudável seremos, e não adianta mudar a alimentação quando chega a doença, pois nossa alimentação anterior é que definirá nossa capacidade de reagir. A vida, mais cedo ou mais tarde, sempre nos cobra aquilo que colocamos para dentro de nós, seja em nossa alimentação material, ou seja em nossa alimentação espiritual.

Créditos: Direção Espiritual

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vendredi 26 mars 2010

Amar e Demonstrar enquanto à tempo.


Eu acho que a gente vive tão mal, que às vezes a gente precisa perder as pessoas pra descobrir o valor que elas têm. Às vezes as pessoas precisam morrer pra gente saber a importância que elas tinham, e isso aconteceu uma vez na minha vida. 

Estava eu na minha casa, de manhã, quando recebi um telefonema dizendo que minha irmã estava morta. 


Minha irmã mais nova, cheia de vida... de repente não existe mais. 

Fico pensando assim, que às vezes, na vida, o ensinamento mais doído seja esse: quando na vida nós já não temos mais a oportunidade de fazer alguma coisa, o inferno talvez seja isso - a impossibilidade de mudar alguma situação. E quando as pessoas morrem, já não há mais o que dizer, porque mortos não podem perdoar, mortos não podem sorrir, mortos não podem amar, nem tão pouco ouvir de nós que os amamos. 


Eu me lembro que uma semana antes de minha irmã morrer, ela havia me ligado. Foi a última vez que eu falei com ela, e eu me recordo que naquele dia eu estava apressado, com muita coisa pra fazer, e fiz questão de desligar o telefone rápido. Sabe quando você fala, mas fala na correria, porque você tem muita coisa pra fazer? E foi assim... se eu soubesse que aquela seria a última oportunidade de ver minha irmã, de olhar nos olhos dela, de falar com ela, eu certamente teria esquecido toda a pressa, porque quando a vida é assim, e você sabe que é a ultima oportunidade, você não tem pressa pra mais nada. Já não há mais o que eu fazer, e essa é a beleza da última ceia de Jesus. 

Não há pressa, o momento é feito para celebrar, a mística da última ceia está ali, Jesus reúne aqueles que pra ele tinha um valor especial, inclusive o traidor estava lá.

E eu descobri com isso, com a morte da minha irmã, que eu não tenho o direito de esperar amanhã pra dizer que amo, pra perdoar, para abraçar, dizer que é importante, que é especial.


O amanhã eu não sei se existe, mas o agora eu sei que existe, e às vezes, na vida, nos perdemos... Eu me lembro quantas vezes na minha vida de irmão com ela, nós passávamos uma semana sem nos falarmos, porque houve uma briga, uma confusão. A gente se dava o luxo de passar uma semana sem se falar, e hoje eu não tenho mais nem 5 minutos pra conversar com alguém que foi importante, que foi parte de mim. 



Não espere as pessoas morrerem, irem embora, não espere o definitivo bater na sua porta. Nós não conhecemos a vida e não sabemos o que virá amanhã. Viva como se fosse o último dia da sua história. Se hoje você tivesse que realizar a sua última ceia, porque é conhecedor que hoje é o último de sua vida, certamente você não teria tempo pra pressa. Você celebraria até o fim, e gostaria de ficar ao lado de quem você ama. 

E depois que minha irmã morreu, um tempo bem passado, eu descobrir porque eu gostava tanto dessa música que vou cantar agora. Ela não fala de um amor que foi embora; o compositor fez para a filha que morreu em um acidente; então, fica muito mais especial cantá-la e descobrir o cristianismo que está no meio das palavras, porque é assim, quando o outro vai embora é que a gente descobre o tamanho do espaço que 
ele ocupava. 


“Não sei por que você se foi,

Quantas saudades eu senti,

E de tristezas vou viver,

E aquele adeus não pude dar... 



Você marcou a minha vida

Viveu, morreu

Na minha história;

Chego a ter medo do futuro

E da solidão

Que em minha porta bate... 



E eu!

Gostava tanto de você

Gostava tanto de você... 



Eu corro, fujo 

desta sombra

Em sonho vejo 

este passado,

E na parede do 

meu quarto

Ainda está o seu retrato.


Não quero ver pra 

não lembrar.

Pensei até em 

me mudar...

Lugar qualquer que 

não exista

O pensamento em você... 



E eu!

Gostava tanto de você...” 


Agora, o triste da música é que a gente precisa conjugar o verbo no passado, a pessoa já morreu, já não há mais o que fazer. Mas não tem nenhum sofrimento nessa vida que passe por nós sem deixar nenhum ensinamento... 


Tem que nos ensinar, não dá pra sofrer em vão. Alguma coisa a gente tem que extrair... 

Extraia o sofrimento e descubra o ensinamento. Se ele algum dia me tocou e me deixou algum ensinamento, eu faço questão de partilhá-lo com você agora. Depois da morte da minha irmã eu faço questão de viver a vida como se fosse o último dia. 

Já que o passado é coisa do inferno, e a gente não está no passado, muito menos no inferno, resta a possibilidade de mudar o verbo, de trazê-lo para o presente e de cantá-lo olhando para as pessoas que são especiais. Quem sabe cantando pra ela nesse momento... 


Se ela está ao seu lado, se você tem algum amigo que mereça ouvir isso de você, alguém que faz diferença na sua história... 
Vamos mudar o verbo! Vamos amar a vida! Vamos amar as pessoas antes que elas vão embora! 

(Pe. Fábio de Melo)

mercredi 30 décembre 2009

Acreditar em si mesmo

Programa de 18/Dezembro/2008. Aqui neste vídeo Pe. Fábio atende à uma pessoa que passa por dificuldades ao ser julgado pelas pessoas, e que também se perdoa. Pe. Fábio diz que o principal problema nesta situação é não acreditar em si mesmo, não acreditar que somos capazes de mudar. Podemos comparar nossas vidas com um rio em que as pessoas vão jogando lixo, se nós não fizermos esta limpeza das pequenas coisas que são jogadas em nós, chegará um momento em que ninguém conseguirá ficar perto deste rio. Precisamos tomar a decisão de mudar, acreditar em si mesmo, e sermos persistentes, somente assim alcançaremos a mudança necessária.


Também disponível em MP3.


mercredi 23 décembre 2009

Perdoar é tirar pesos

Programa de 09/Julho/2009. Neste vídeo Padre Fábio de Melo atende a uma pessoa que não consegue perdoar seu pai pela traição feita com sua mãe. Padre Fábio diz que, quando perdoamos, tiramos o peso que o outro colocou sobre nós através do erro cometido, e que muitas pessoas têm dificuldade de perdoar porque acham que precisam concordar com o erro, mas isto não é necessário. No caso desta pessoa, é provável que ela na verdade já tenha perdoado seu pai, mas não consegue esquecer a traição, e isto é normal, pois não podemos concordar com o que não é correto, mas isto não pode nos impedir de perdoar. Quando perdoamos, olhamos a pessoa além dos seus erros, damos a ela a oportunidade de, ao se libertar de seus erros, transformar-se.

Também disponível em MP3.


Amor não é prisão

Programa de 04/Junho/2009. Neste vídeo Padre Fábio de Melo fala sobre os relacionamentos que parecem amor, mas são prisões, muitas vezes alimentadas pelo ciúme doentio. Muitas pessoas acham que amam o seu namorado ou namorada, mas na verdade apenas se acostumaram com a situação, e vivem presas, se tornam objetos. Amar é querer bem, e não aprisionar a pessoa amada como se fosse sua dona. Padre Fábio diz que muitas vezes esta prisão surge da liberdade excessiva de muitos casais de namorados, que vivem como se já estivessem casados. O namoro não tem este objetivo, e deve ser respeitado, tudo tem o seu tempo.


Também disponível em MP3.